Morrer por ti, que bom seria
Se do teu amor certeza tivesse...
De amor mil vezes faleceria!
Dar-te-ia minha vida, se pudesse!
Viveria contigo pela eternidade,
Entre sonhos lindos e perfeitos,
Desfazendo assim a triste realidade
Deste mundo horrendo, de tantos defeitos!
Meu corpo e minha alma choram
Por não ter-te aqui comigo
E este amor e dor que afloram
Enlaçam meu peito, que lhes dá abrigo!
Agora, num mar de saudades,
Permaneço mudo e solitário,
Cercado de todas as hostilidades,
Neste frio e desumano calvário...
Ah! Essa agonia...
Essa dolorosa quietude...
Não ter-te em meus braços,
Não ter-te em toda plenitude...
Vivendo de fantasia...
Destroçando-me em mil pedaços!
Ah! Essa agonia...
Sem ti, sem alegria,
Sentimentos sem o abrigo;
Vidas náufragas em perigo
Se não soprar o tornado do Amor!
*De meu livro “Pedaços de Amor”, 1985.
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